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Proteção solar: tudo que você precisa saber para proteger sua pele de verdade

Foto do escritor: Dra. Fernanda Del Valle
Dra. Fernanda Del Valle
12 de out.
3 min de leitura

O protetor solar é, sem exagero, o produto de skincare com maior evidência científica disponível. Décadas de pesquisa documentam sua capacidade de prevenir o câncer de pele, retardar o envelhecimento cutâneo, controlar manchas e proteger a barreira cutânea. E ainda assim, é um dos produtos mais mal usados pela quantidade insuficiente, pela falta de reaplicação ou por mitos que ainda circulam amplamente.



Como a radiação UV age na pele


Existem dois tipos principais de radiação ultravioleta que chegam à superfície terrestre:


UVB: Penetra nas camadas mais superficiais da pele e é responsável pela queimadura solar aquele vermelhão doloroso após exposição excessiva. É mais intenso entre 10h e 16h, em dias ensolarados. O FPS indicado nos rótulos dos protetores se refere especificamente à proteção contra UVB.


UVA: Penetra mais profundamente na derme, atravessa vidro, nuvens e até algumas superfícies. Não causa queimadura visível de imediato, mas é o principal responsável pelo fotoenvelhecimento rugas, perda de colágeno, manchas solares e contribui para o desenvolvimento de câncer de pele. Está presente em intensidade relativamente constante ao longo de todo o dia, o ano inteiro, inclusive no inverno.


A conclusão prática: proteção só contra UVB não é proteção completa. O protetor precisa ter cobertura para ambos os tipos de radiação.


Entendendo o FPS e o que ele não diz


O FPS indica o quanto o protetor aumenta o tempo que você pode ficar exposta à UVB sem se queimar. FPS 30 bloqueia aproximadamente 97% dos raios UVB. FPS 50 bloqueia cerca de 98%. A diferença entre eles é menor do que parece apenas 1 ponto percentual a mais de bloqueio.


O que realmente faz diferença é a reaplicação. Um FPS 50 aplicado uma vez de manhã e nunca mais reaplicado protege muito menos do que um FPS 30 reaplicado corretamente a cada 2 horas de exposição ou após suor intenso, banho ou contato com água.


Além disso, os estudos que determinam o FPS são feitos com 2mg por cm² de pele o equivalente a aproximadamente meia colher de chá para o rosto. A maioria das pessoas aplica um quarto dessa quantidade, o que reduz drasticamente a proteção real.


Como ler o rótulo e escolher o protetor certo


Para proteção completa, o protetor deve ter FPS mínimo de 30 para uso diário urbano, e FPS 50 ou superior para atividades ao ar livre, praia ou piscina.


Para proteção UVA, procure no rótulo termos como "Proteção UVA", "PPD", "PA+++" ou o símbolo UVA dentro de um círculo. No Brasil, a Anvisa exige que o PPD seja pelo menos 1/3 do FPS declarado.


Para escolher a fórmula certa para o seu tipo de pele:


  • Pele oleosa ou com acne: fórmulas oil-free, gel-creme ou fluido, com toque seco

  • Pele seca ou madura: fórmulas com ativos hidratantes como ácido hialurônico, glicerina ou ceramidas

  • Pele sensível: fórmulas com filtros físicos (óxido de zinco, dióxido de titânio) tendem a ser melhor toleradas


Os mitos mais comuns — e a verdade


"Em dia nublado não precisa de protetor."


Falso. Até 80% da radiação UV atravessa nuvens. A intensidade pode ser menor em dias muito fechados, mas a exposição acumulada ao longo do dia é significativa.


"A base com FPS substitui o protetor solar."


Falso. Ninguém aplica base em quantidade suficiente para atingir o FPS indicado no rótulo. A maquiagem pode ser um complemento, nunca uma substituta.


"Pele negra não precisa de protetor."


Falso. Peles mais escuras têm maior melanina, o que oferece alguma proteção natural contra queimaduras, mas não contra todos os efeitos da radiação UV. Câncer de pele, fotoenvelhecimento e melasma afetam todos os fototipos.


"No inverno não precisa de protetor."


Falso. A radiação UVA não reduz significativamente no inverno. A proteção solar é um hábito de 365 dias por ano.


"Protetor solar causa acne."


Nem sempre. Protetores com fórmulas não comedogênicas e testados dermatologicamente raramente causam acne. O problema geralmente está na escolha errada do produto para o tipo de pele, não no protetor em si.


Como usar corretamente


Aplicar de manhã, como último passo da rotina, antes da maquiagem. A quantidade ideal é aproximadamente meia colher de chá rasa para o rosto. Reaplicar a cada 2 horas em exposição direta, ou após suor intenso, banho ou contato com água. Usar mesmo em ambientes fechados se houver janelas a radiação UVA atravessa o vidro.


A relação entre protetor solar e tratamentos estéticos


Para quem realiza ou pretende realizar procedimentos dermatológicos laser, peeling, tratamentos para manchas o protetor solar não é apenas recomendação. É parte indispensável do protocolo. Sem ele, qualquer resultado conquistado pode ser perdido rapidamente, e o risco de complicações como hiperpigmentação pós-procedimento aumenta significativamente.


Se você está em Macaé ou na Região dos Lagos e tem dúvidas sobre qual protetor é o mais adequado para o seu tipo de pele ou para um protocolo específico, agende uma consulta em nossa clínica.

 
 
 

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© 2026 - Dr. Igor Alves - CRM 52920550 e Dra. Fernanda Del Valle - CRM 52920584

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